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INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeira: Santa Eulália. 

Habitantes: 2273 habitantes (I.N.E. 2011); 2420 eleitores efectivos em 19-09-2013

Tradições festivas: S. Sebastião, Santo António e Santa Eulália (último fim de semana de Julho); Senhora das Neves (dia principal 5 de Agosto), com o Auto da Floripes.

 Valores Patrimoniais: Casas brasonadas e abrasileiradas, Cruzeiro do Senhor da Saúde, Mesa dos 3 Abades, Citânia de Roques, ruínas da casa dos Espina Velasco, Calvário de Arques e Moinho do Inácio.

 Aspectos turísticos: Casa da Torre das Neves, Quinta da Bouça d'Arques, Casa do Monte de Roques e  Casa de Santa Margarida da Portela.

 Gastronomia:  Sarrabulho, Cozido à portuguesa, arroz doce e rabanadas.

 Artesanato: Arte floral, latoaria, funilaria e tanoaria.

 Colectividades: Neves Futebol Clube, Centro Recreativo e Cultural de Neves, com o jornal "Amanhecer das Neves", Grupo Juvenil, Cantadeiras do Vale do Neiva.

  

 

RESENHA HISTÓRICA

 
     Vila de Punhe, do concelho, distrito e diocese de Viana do Castelo, da província do Minho, é uma das vinte freguesias de entre Lima e Neiva. Fez parte das Terras e Julgado de Neiva, do termo de Barcelos até 1835, ano em que foi inserida no Julgado de Viana,embora o concelho, com área semelhante à de hoje, date de 1836. A desanexação da arquidiocese de Braga deu-se a 3 de Novembro de 1977.
      Situa-se a cerca de 5 km da margem esquerda do rio Lima, de 10/12 a SE da sede concelhia e de 20, 40 e 70 das cidades de Barcelos, Braga e Porto, respectivamente, e de 62 da fronteira de Valença do Minho.
      Com uma área de 6,7 km2, a sua densidade populacional era de 345 habitantes por km2 em 1991, o que significa que apenas progrediu 1% em relação à década anterior, ou seja, não excedeu as três dezenas de pessoas, e nos dez anos subsequentes pouco mais aumentou.
       Abrigada das correntes aquilonais pelo Monte Roques ou Santinho (268 - 271m de altitude) ladeiam-na, nos extremos Este e Oeste, as elevações do Outrelo e Milhões e é repartida, de Norte a Sul, pela crista ondulatória da Chasqueira (74 m) — Fonte da Algueira — Infia.
       De natureza granítica, xistosa e argilosa, só nos vales, bastante protegidos, os fortes e retalhados terrenos falam, pela diversidade de árvores e culturas, das potencialidades já pouco aproveitadas.
       Atravessam-na, de Poente para Nascente, a via medieval ou antiga Estrada Real 4, na base do monte referido; a actual 308/305, a Sul da primeira; e o caminho-de-ferro (linha do Minho), a Sul desta.
       É limitada, do Oeste, pelas freguesias de Alvarães e Vila Fria; do Norte, pelas de Vila Franca e Subportela; do Leste, pelas de Mujães e Barroselas; e do Sul, pelas de Alvarães e Fragoso (Barcelos).
      Achados arqueológicos como os do lugar do Rexio, marcas ofídicas, lendas e alguma toponímia, levam-nos até ao então indefinido povoado da Idade do Bronze (1000-450 a.C.). 
      No entanto, a denominação “Villa de Punia” arrasta-nos para os primeiros séculos da nossa era e diz-nos que as comunidades agrícolas romanas estiveram na base desta estrutura habitacional organizada desta localidade.
      Documentos do século XIII (Inquirições de 1220 e de 1258), designando-a por “Parochia de SAncte Ovaye de Villa de Punia” ou de “Villa de Pugna”,referem expressamente os reguengos régios divisados, as searas, e 17casais, citando a terra como a base substancial das ainda poucas e limitadas famílias de rendeiros e seus senhores.  
      Era esta ainda a forma de viver no século XIV quando, nas terras de Aguiar de Neiva, se achava a “Ecclesia de  Sancte Eovaiie de Villa de Pugno”, que pagava 70 libras, e no século XV, como refere o “Livro de recebimento.., das colheitas, e dízimos das searas e morturas”, 619 réis e 4 pretos, em dinheiro corrente com morturas , e de searas 162 réis e meio. 
      São do século XVI as primeiras referências abertas acerca da emigração para o Brasil. Este fenómeno contribuiu para a construção ou aperfeiçoamento dos belos e equilibrados palacetes (dos séculos XVI – XX), como as Casas da Torre das Neves, da Portela, do Monte, do Carmo, do Bonfim, dos Arrais, do Cruzeiro e outras.
      Se tivermos em conta que existiam 115 fogos em 1706 e 412 no ano de 1890, e que as crises agrícolas foram várias e destruidoras, melhor se compreenderá a intensificação do fenómeno migratório interno e para o exterior, bem como o surgir de técnicas agrícolas mais aperfeiçoadas e experimentação de novas sementes.  
     É também a época da proliferação de pedreiros e canteiros, mestres na construção e na modelagem de granito, almocreves e feirantes.  
     Recordam esta época a igreja paroquial (1770, e remodelada em 1929), e o cruzeiro do Senhor da Saúde (1817), evocativo das invasões francesas.
    Do início deste século, de entre as muitas vivendas que ainda nos recordam o Brasil, e que se encontram disseminadas pela freguesia, destaca-se, pela monumentalidade, o palacete Norton Arrais, nas Neves.  
     Actualmente com estruturas sociais e educacionais relevantes, muito abandonadas as terras, o comércio e a indústria, aliadas à emigração europeia, marcam, profundamente, o ritmo de vida da gente de Vila de Punhe.
                               

 

Informações detalhadas acerca de:
 
Casa da Torre das Neves /Casa da Torre de Nossa Senhora das Neves

 
(Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Vila de Punhe das origens à actualidade, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo).

 Inventário do Património Arquitectónico

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